Cada pedido de delivery que sai de um bairro vira dinheiro.
A pergunta é: dinheiro de quem?
O trabalho
Todo dia, um bairro inteiro produz valor.
Alguém cozinha. Alguém entrega. Alguém paga. É trabalho local, feito por gente que mora aqui.
A extração
E todo dia esse valor vai embora.
Sobe para uma holding que não fica no seu bairro, não come no seu restaurante e não usa os serviços da sua região.
A virada
A gente inverteu o fluxo.
Sem acionista para remunerar, não existe margem a defender contra quem trabalha. O valor tem para onde voltar.
O bairro
E ele fica.
Taxa de entrega justa para o entregador. Taxa de 10% para o restaurante. E o que a cooperativa não gasta para operar é distribuído entre os dois.
O delivery onde quem entrega e quem cozinha são os donos.
Uma plataforma de entrega estruturada como cooperativa. Taxa baixa porque não existe acionista para remunerar, o resultado volta para quem trabalha.
Por que existimos
“Pedi um aquecedor por app, do sofá. Quem trouxe veio de bicicleta, no frio.”
Quem entrega na chuva arrisca tanto quanto quem abre um restaurante: um põe o corpo, o outro põe o capital. Mas só um leva o lucro. Esse desequilíbrio não é lei da natureza, é uma escolha de quem desenha a plataforma.
Decidimos desenhar diferente. Uma plataforma onde o valor fica com quem cozinha e com quem entrega. Não vai consertar a desigualdade do Brasil sozinha, mas é um bairro de cada vez na direção de um país menos desigual.
O problema
Um mercado inteiro capturado por um só dono.
Tem uma cadeia de produção inteira dentro do seu bairro, quem cozinha, quem entrega, quem paga. E ninguém nela é dono de nada.
O entregador encara a rua na chuva, o restaurante aperta a margem, e o lucro sobe para uma holding que não fica no bairro. O trabalho é local; a captura, distante.
A virada
Se o entregador e o restaurante são os donos, não existe margem a defender contra eles.
A pergunta que destrava tudo: por que cobrar 20–30% se não há acionista nem investidor para remunerar? Numa cooperativa, a “margem do acionista” simplesmente não existe como custo, porque o dono é o próprio trabalhador. A taxa cai para perto do custo real de operar.
Igual compete por preço. Diferente compete por categoria. Não somos um app tradicional mais barato, brigar por centavo é a briga de quem é igual. Somos outra categoria: a plataforma pertence a quem trabalha nela. Isso um concorrente não copia sem deixar de ser o que é.
O modelo
Uma plataforma. Três cooperados. Um só interesse.
Quem entrega e quem empreende são cooperados em pé de igualdade porque ambos arriscam: o restaurante põe capital, o entregador põe o corpo. Risco igual, voz igual, participação igual.
Benefícios do cooperado
Produtos que a cooperativa vai oferecer aos cooperados, entregadores e restaurantes, para eles e seus dependentes. Não entram no primeiro dia de operação.
Plano de saúde
Para o cooperado e para seus dependentes.
Seguro de vida
Para o cooperado e para seus dependentes.
Crédito
Empréstimo e financiamento, feitos para quem tem renda variável.
Anatomia do pedido
Mexa nos números. A conta é aberta.
No app tradicional, nem quem entrega nem quem cozinha sabe quanto ficou com cada um. Aqui a divisão é pública e dá para simular com os números do dia a dia: quanto o entregador recebe pela corrida, e quanto sobra para o restaurante depois da taxa.
R$ 5,00 até 2 km, e R$ 1,50 por km a mais. Tudo isso vai para o entregador.
Para onde vai cada real
- Entregador recebe a taxa de entrega
- R$ 8,0012%
- Cooperativa taxa de 10% sobre o pedido
- R$ 6,009%
- Restaurante o que fica para quem cozinhou
- R$ 54,0079%
Um bairro de cada vez, na direção de um país menos desigual.
Não é caridade. É um modelo de negócio onde justiça e sustentabilidade apontam para o mesmo lado. Se você entrega ou se você cozinha. Vamos conversar.
O delivery onde quem entrega e quem cozinha são os donos.