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Cada pedido de delivery que sai de um bairro vira dinheiro.

A pergunta é: dinheiro de quem?

O trabalho

Todo dia, um bairro inteiro produz valor.

Alguém cozinha. Alguém entrega. Alguém paga. É trabalho local, feito por gente que mora aqui.

A extração

E todo dia esse valor vai embora.

Sobe para uma holding que não fica no seu bairro, não come no seu restaurante e não usa os serviços da sua região.

A virada

A gente inverteu o fluxo.

Sem acionista para remunerar, não existe margem a defender contra quem trabalha. O valor tem para onde voltar.

O bairro

E ele fica.

Taxa de entrega justa para o entregador. Taxa de 10% para o restaurante. E o que a cooperativa não gasta para operar é distribuído entre os dois.

O delivery onde quem entrega e quem cozinha são os donos.

Uma plataforma de entrega estruturada como cooperativa. Taxa baixa porque não existe acionista para remunerar, o resultado volta para quem trabalha.

Por que existimos

“Pedi um aquecedor por app, do sofá. Quem trouxe veio de bicicleta, no frio.

Quem entrega na chuva arrisca tanto quanto quem abre um restaurante: um põe o corpo, o outro põe o capital. Mas só um leva o lucro. Esse desequilíbrio não é lei da natureza, é uma escolha de quem desenha a plataforma.

Decidimos desenhar diferente. Uma plataforma onde o valor fica com quem cozinha e com quem entrega. Não vai consertar a desigualdade do Brasil sozinha, mas é um bairro de cada vez na direção de um país menos desigual.

O problema

Um mercado inteiro capturado por um só dono.

Tem uma cadeia de produção inteira dentro do seu bairro, quem cozinha, quem entrega, quem paga. E ninguém nela é dono de nada.

92%

do mercado de delivery brasileiro está num único player. É monopólio de fato.

20–30%

a taxa cobrada do restaurante. Some o gateway, o cupom, o frete grátis bancado por ele.

0

a participação do entregador no valor que ele gera. Sem voz no algoritmo, sem rede, sem proteção.

O entregador encara a rua na chuva, o restaurante aperta a margem, e o lucro sobe para uma holding que não fica no bairro. O trabalho é local; a captura, distante.

A virada

Se o entregador e o restaurante são os donos, não existe margem a defender contra eles.

A pergunta que destrava tudo: por que cobrar 20–30% se não há acionista nem investidor para remunerar? Numa cooperativa, a “margem do acionista” simplesmente não existe como custo, porque o dono é o próprio trabalhador. A taxa cai para perto do custo real de operar.

Lei 5.764/71

O regime cooperativo brasileiro já prevê tudo isso: governança democrática, divisão dos resultados e devolução de valor a quem usa a plataforma. Não estamos inventando uma estrutura, usamos uma que existe há 50 anos.

Resultado, não lucro

O que a cooperativa não gasta para operar não vira dividendo de acionista: é distribuído entre os cooperados, na proporção de quanto cada um usou a plataforma. No regime cooperativo, isso se chama sobras.

Igual compete por preço. Diferente compete por categoria. Não somos um app tradicional mais barato, brigar por centavo é a briga de quem é igual. Somos outra categoria: a plataforma pertence a quem trabalha nela. Isso um concorrente não copia sem deixar de ser o que é.

O modelo

Uma plataforma. Três cooperados. Um só interesse.

Quem entrega e quem empreende são cooperados em pé de igualdade porque ambos arriscam: o restaurante põe capital, o entregador põe o corpo. Risco igual, voz igual, participação igual.
Entregador cooperado
Recebe uma taxa de entrega justa. Participa dos resultados da cooperativa. É dono, não refém de algoritmo.
Restaurante cooperado
Paga ~10% em vez de 20–30%. Repassa parte como preço menor ao cliente. É dono, não refém de algoritmo.
A cooperativa
Não tem acionista externo. Fica com uma fatia mínima da taxa para operar. O restante é distribuído entre os cooperados.

Benefícios do cooperado

Produtos que a cooperativa vai oferecer aos cooperados, entregadores e restaurantes, para eles e seus dependentes. Não entram no primeiro dia de operação.

Plano de saúde

Para o cooperado e para seus dependentes.

Seguro de vida

Para o cooperado e para seus dependentes.

Crédito

Empréstimo e financiamento, feitos para quem tem renda variável.

Anatomia do pedido

Mexa nos números. A conta é aberta.

No app tradicional, nem quem entrega nem quem cozinha sabe quanto ficou com cada um. Aqui a divisão é pública e dá para simular com os números do dia a dia: quanto o entregador recebe pela corrida, e quanto sobra para o restaurante depois da taxa.

R$ 60,00
4 km

R$ 5,00 até 2 km, e R$ 1,50 por km a mais. Tudo isso vai para o entregador.

O cliente paga, num Pix sóR$ 68,00

Para onde vai cada real

Entregador
recebe a taxa de entrega
R$ 8,0012%
Cooperativa
taxa de 10% sobre o pedido
R$ 6,009%
Restaurante
o que fica para quem cozinhou
R$ 54,0079%
Entender o modelo por inteiro

Um bairro de cada vez, na direção de um país menos desigual.

Não é caridade. É um modelo de negócio onde justiça e sustentabilidade apontam para o mesmo lado. Se você entrega ou se você cozinha. Vamos conversar.

O delivery onde quem entrega e quem cozinha são os donos.