Como funciona

Cada real de um pedido tem dono visível.

Num app comum, nem quem cozinha nem quem pedala sabe quanto do valor pago chegou até ele. Aqui a conta é pública, a regra é uma só, e a divisão acontece sozinha, no mesmo segundo em que o Pix cai.

Anatomia do pedido

Monte um pedido e veja para onde vai cada real.

Escolha o valor do pedido e a distância entre o restaurante e o cliente. A divisão se refaz na hora, porque é assim que ela funciona de verdade: não é uma tabela fixa, é uma regra aplicada a cada pedido.

R$ 60,00
4 km

R$ 5,00 até 2 km, e R$ 1,50 por km a mais. Tudo isso vai para o entregador.

O cliente paga, num Pix sóR$ 68,00

Para onde vai cada real

Entregador
recebe a taxa de entrega
R$ 8,0012%
Cooperativa
taxa de 10% sobre o pedido
R$ 6,009%
Restaurante
o que fica para quem cozinhou
R$ 54,0079%

O preço da comida é do restaurante. A gente não mexe nele, não bota cupom por cima, não obriga ninguém a bancar frete grátis. A única coisa que a cooperativa cobra é a taxa de 10% sobre o valor do pedido, e ela está à vista, antes de o pedido ser confirmado.

O split é automático

A cobrança Pix já nasce dividida.

O cliente paga uma vez. Do outro lado, ninguém recebe um bolo para depois fatiar: o dinheiro já entra na conta de cada um separado, no instante da transação. É uma diferença técnica pequena e uma diferença de poder enorme.

A cobrança já nasce dividida

O cliente paga um Pix só. Por trás dele, o valor já sai repartido: a taxa de entrega tem o nome do entregador, a taxa da cooperativa tem o nome dela, o resto tem o nome do restaurante.

Todo mundo recebe na hora

Entregador e cooperativa são pagos no momento da transação. Sem repasse manual, sem fechamento quinzenal, sem esperar 30 dias para ver o dinheiro do trabalho de hoje.

Ninguém segura o dinheiro de ninguém

A cooperativa não fica com o caixa dos outros em trânsito. Ela recebe a fatia dela, e só. O que é do entregador nunca passa pela conta dela.

Quem trabalhou hoje recebe hoje. O prazo de 30 dias do mercado não é uma lei da física, é um jeito de usar o dinheiro dos outros de graça enquanto ele não é pago. Aqui esse prazo simplesmente não existe.

A taxa de entrega

Uma conta que você consegue fazer de cabeça.

R$ 5,00 de bandeirada, que já cobre tudo dentro de 2 km. Passou disso, são R$ 1,50 por quilômetro a mais, e o valor final é arredondado em passos de R$ 0,50. Ninguém quer pagar uma entrega de R$6,37.

Não tem tarifa dinâmica, não tem multiplicador de chuva, não tem preço que muda porque o app percebeu que o cliente tem pressa. Mesma distância, mesmo preço, sempre.

100% da taxa é do entregador.

Não é “a maior parte”, não é “até 70%”. É a taxa inteira, todas as vezes. A cooperativa não tira nada dela.

Distância · taxa de entrega

1 km · a esquina
R$ 5,00
2 km · o limite da bandeirada
R$ 5,00
3 km · a outra ponta do bairro
R$ 6,50
4 km · o bairro vizinho
R$ 8,00
6 km · corrida longa, rara por desenho
R$ 11,00

Num bairro denso, quase toda corrida cabe nas primeiras faixas dessa tabela. Entrega curta é entrega barata. E é por isso que a gente começa pequeno.

O que é uma cooperativa

Uma empresa cujos donos são as pessoas que a usam.

Numa empresa comum, quem manda é quem tem mais dinheiro investido, e o resultado vai para ele. Numa cooperativa, quem manda é quem trabalha, e o resultado volta para quem trabalha. Não é filosofia: é o que está escrito na lei que rege essa forma jurídica há mais de 50 anos.

Lei 5.764/71

Cooperativa é uma forma jurídica de verdade, com meio século de estrada no Brasil. Ela já prevê governança democrática, distribuição dos resultados e devolução de valor a quem usa a plataforma. Não inventamos uma estrutura, usamos a que existe.

Um cooperado, um voto

As decisões saem em assembleia, e lá o voto do entregador vale igual ao voto do restaurante que mais vende. Não é voto por tamanho, é voto por pessoa.

Sem acionista externo

Não existe investidor de fora para remunerar, então não tem margem de acionista embutida no preço do pedido. É por isso que a taxa cobrada do restaurante pode ficar perto do custo real de operar.

Na prática, para você

Você não é usuário. É dono.

Entregador e restaurante entram como cooperados em pé de igualdade. Um põe o corpo, o outro põe o capital, e os dois arriscam. Risco igual, voz igual.

A regra não muda sem você saber.

A taxa e as políticas da plataforma são decisão de assembleia. Nenhum algoritmo muda a sua remuneração de um dia para o outro sem que você tenha votado nisso.

Distribuição dos resultados

É o lucro, só que ele volta para você.

O que a cooperativa não gasta para operar (servidor, suporte, time de campo, impostos) é distribuído entre os cooperados, na proporção de quanto cada um usou a plataforma. (No regime cooperativo, isso se chama sobras.)

Quem mais entregou recebe mais. Quem mais vendeu recebe mais. Numa empresa comum, esse mesmo dinheiro tem outro nome, lucro, e outro destino: o bolso do dono. Aqui não é bônus, não é prêmio, não é gentileza da empresa: é seu, por direito, e cai na sua conta.

Numa empresa comum: vira lucro

O excedente sobe para a holding e é distribuído entre acionistas, gente que nunca pedalou na chuva nem fechou a cozinha às 23h. O trabalho é local; a captura, distante.

Aqui: volta para os cooperados

O excedente é rateado entre quem gerou ele, em proporção ao uso da plataforma. É também o que vai bancar, mais adiante, os produtos do cooperado: plano de saúde, seguro de vida e crédito. Nenhum deles entra no primeiro dia de operação.

Se a cooperativa vai bem, você vai junto. Esse é o ponto inteiro do modelo: não existe um lado ganhando às custas do outro, porque não existe um outro lado. A plataforma e quem trabalha nela são a mesma coisa.

Perguntas frequentes

Sem letra miúda.

Agora que você viu a conta, vamos abrir o primeiro bairro.

O modelo está de pé e a matemática fecha. O que falta é gente: quem entrega e quem cozinha. Se você é um dos dois, fale com a gente.